Home Data de criação : 09/01/29 Última atualização : 09/02/08 16:52 / 15 Artigos publicados

1º Capítulo de Summer Love (Amor de verão) +16 anos  (Summer Love) escrito em sábado 31 janeiro 2009 18:00

summer love 1

Sinopse:

Jacqueline, mãe de Josh, quer desesperadamente que seu filho mulherengo tome um rumo em sua vida. Então ela tem a idéia de mandá-lo para o outro lado do mundo, Perth na Austrália. Mas lá Josh conhecerá uma família um tanto diferente e Karina.


1.      My life (by Josh)

Eu me chamo Josh McKay e minha mãe Jacqueline McKay quer que eu passe um tempo na Austrália, a terra dos coalas e dos kangurus. Uhu!

Como deu pra perceber eu to odiando a idéia. Fala sério! As gatas de São Francisco precisam de mim e não um monte de kangurus!

Mesmo assim minha mãe quer que eu parta hoje mesmo e vou passar 7 meses lá  incluindo o verão, que começa hoje lá. De qualquer forma morando em LA nunca se tem um inverno de verdade.

Nesse momento estou me despedindo de uma das minhas namoradas. Ela chorava como se eu fosse o marido dela que estar indo para a guerra. Fala sério, não é?

“Calma, eu vou voltar.” Eu dizia pra ela “Daqui a 7 meses, mas prometo que vou.”

“Não vai me trair lá, vai?” Ela me perguntava “Porque você terá a minha fidelidade.”

“Claro que não minha doçura.” Eu a dizia.

Até parece.

Na primeira oportunidade eu vou pegar alguém!

Voltei pra casa e lá minha mãe me esperava com a minha chorosa “noiva”, Cassidy Queen, a herdeira das empresas Queen.

Ela não é simplesmente rica. Ela é milionária e minha mãe quer que eu me case com ela. Não é que ela não seja gostosa e tal... Mas ela é muito chata! Pior do que a minha namorada número 11 que vocês conheceram hoje.

E também a palavra “casamento” não minha agrada nem um pouco, pior do que essa só as duas palavras “me casar”.

Não que eu acredite que eu vá me apaixonar um dia depois de tantas que eu já conheci... Mas se eu for casar um dia eu gostaria que fosse com “a garota”, aquela que me deixará cego de amores. Mas não creio que isso vai acontecer comigo, então se não é pra me casar com “a garota” prefiro não me casar nunca e ter várias. Afinal a vida é uma só.

Vou te contar que essa Cassidy me dá tamanhas dores de cabeça.

“Jo-Josh!” Ela disse chorando vindo até mim pra me abraçar “Eu não acredito que vou ter que ficar longe de você.”

O choro dela era pavoroso. E o abraço?! Nem se fala!

“Calma, Cassidy.” Eu disse “São só 7 meses.”

Essa seria a parte boa, ficar longe desse monstro que é minha “noiva”.

“Só?” Ela berrava “Se você me trair lá Josh...!”

Se eu já a traio aqui...

“Mas eu sei que você não vai fazer isso, não é mesmo?” Ela dizia ainda me apertando.

Minha mãe percebia minha angustia, eu sabia que ela sabia, mas nem pra fazer nada.

“Mãe, já não está na hora de irmos?” Eu a perguntei tentando me soltar dos braços de Cassidy.

“Quase.” Ela respondeu.

“Então eu acho melhor nós irmos indo, assim chegaremos em um bom horário, não é?” Eu a perguntei.

“Eu vou com vocês!!” Cassidy exclamava me abraçando de novo.

“Eu acho melhor você ficar.” Eu disse áspero com ela.

“Não me quer por perto?” Ela me perguntou começando a chorar, mas eu não tive pena.

“Não.” Eu disse me dirigindo para fora de casa.

Minha mãe veio atrás de mim, mas graças aos céus ela não veio. Acho que dessa vez ela sacou que nosso “romance” é só uma farsa inventada por minha mãe.

Se alguém me perguntasse na rua se eu diria não a alguma mulher, ela Cassidy Queen seria a minha resposta. Não é que ela seja feia, porque ela não é, mas ela é chata demais e minha “noiva”.

Mas deixemos claro que quando eu alcançar meus 21 anos poderei dizer a minha mãe que não caso com ela de jeito nenhum. Bom, eu já disse isso, mas depois dos meus 21 anos ela não terá como me impedir.

Fomos para o aeroporto e graças aos céus Cassidy não foi.

Despedi-me da minha mãe e entrei naquele avião rumo a Perth, Austrália. Um lugar eu não vou poder galinhar.

Minha mãe me disse que a Austrália vai mudar a minha vida, que eu vou conhecer pessoas, das quais jamais serei capaz de esquecer.

Duvido.

Depois de horas de vôo, cheguei a Perth e quando saí do avião não vi nada de tão especial. Um aeroporto comum, sem nada de especial.

Peguei minhas bagagens e vi um senhor, na verdade ele tem cara de ter uns 30 e pouco, ele segurando uma placa com o meu nome nela: Josh McKay. Provavelmente ele é o dono da casa que eu vou me hospedar. O tal amigo inesquecível de minha mãe, o senhor...

“Você é Josh McKay?” Ele me perguntou e eu só afirmei com a cabeça “Sou Nicholas O’ Ryan, mas ninguém me chama assim, então pode me chamar de Nick.”

Uau. Isso foi totalmente necessário para a minha vida. Depois de uma longa viagem de avião... É esse cara que eu jamais serei capaz de esquecer? Fala sério.

“Bom, se não tem nada a mais a dizer.” Ele me dizia “É hora de conhecer o lugar onde passará os próximos 7 meses.”

“O meu verão inteiro e mais outras estações que em São Francisco não existem.”

“Bom, aqui também é um eterno verão e aposto que muito melhor do que Los Angeles.” Nick disse “Agora vamos.”

Chegamos a “casa” de Nick. Bom, foi assim que ele denominou a mansão dele.

Nessa casa devem ter pelo menos 10 quartos.

“Aqui temos 23 quartos para que qualquer membro da família O’ Ryan possa vir pra cá e ficar confortavelmente por quanto tempo desejar.” Nick me falava.

Correção: São 23 quartos e não 10 como eu tinha estimado.

“Mas nunca tivemos todos os quartos ocupados de uma vez.” Nick continuava “Mas temos hóspedes de uma longa data aqui. Acho que só vão sair quando cursarem a faculdade ou nem isso.”

“E quem mora aqui?”

 “Contando comigo e com você, aqui temos o total de 7 pessoas, digo 6.”  Nick disse.

“Porque não mais 7?” Eu o perguntei e finalmente Nick me falou de cada um deles enquanto me guiava até o meu quarto:

“Bom, Lindsay O’ Ryan está estudando fora do país, ela foi para Londres, deixando o coração de Oliver, que era apaixonado por ela, em mil pedaços. Oliver nunca foi muito de falar, mas agora que Lindsay se foi, ele não fala com ninguém.

“John O’ Ryan não é muito de interagir com as pessoas também, mas os seus motivos são distintos dos de Oliver. Os pais de John nunca se casaram, o pai dele queria que sua mãe abortasse, mas ela não o fez. Quando John tinha mais ou menos 5 anos de idade, Susan não agüentou o fardo de cuidar de uma criança sozinha, então se matou e o pai de John, Richard o culpou pela morte de sua ex-namorada e John realmente acreditou que a culpa da morte de Susan era sua. Mas um outro membro de nossa família, Patrick, adotou John e o levou para o Japão junto dele. Patrick tem um dojo e John aprendeu artes marciais lá.

“Steve tem problemas com os seus pais também. Ele acha que eles preferem seu irmão que é um cantor, Gary O’ Ryan, a ele. Mas não acho isso. Gary, apesar de mais velho, é muito mais imaturo que Steve. Precisa da assistência dos pais ainda e Steve nem tanto, porque ele tem a mim!”

Nessa Nick me assustou de verdade, ele parecia outra pessoa. Um crianção. Mas ele continuou a falar sobre a pessoas que moram na casa.

“Também temos a doce Melissa O’ Ryan, ela é a mais meiga e ingênua da casa. Porém isso às vezes é um defeito. Você vai perceber que com o tempo ela é disputada o tempo todo por John e Steve... Olha, chegamos ao seu quarto.” Nick disse.

“Maior do que o meu em LA.” Eu disse “Gostei.”

“Sabia que iria.” Nick disse.

“Mas continua Nick.” Eu disse “Me conta mais sobre Melissa.”

“Ok, ok.” Disse Nick continuando “Os pais de Melissa morreram quando ela tinha seis anos. Foi um acidente de carro, mas ela com certeza era a mais amada de todos nessa família. Os pais de Melissa a veneravam.”

“E os pais de Lindsay e Oliver?” Eu o perguntei “Você não falou muito sobre eles.”

“Bom, os pais de Oliver, eles ainda estão vivos. Porém não moram aqui. Na verdade eles não vêem o filho há pelo menos uns dez anos. Mas mandam a mesada e pagam os gastos extras, como médicos e essas coisas... A verdade é que não ligam muito para ele.

“Os pais de Lindsay, assim como o pai de John a abandonaram. Eles a disseram que ela era um fardo para. A verdade é que não queriam uma menina, então eles tentaram de novo e um menino veio ao mundo, Bratt, ele é uns dois anos mais novo que Lindsay.”

“Eles a expulsaram de casa quando ela tinha dois anos?” Eu o perguntei.

“Eles não a expulsaram. Ela fugiu. O que digo com ‘abandonar’ é que eles nem sequer mandam dinheiro para a pobre coitada.” Nick disse “Porque de todos nós os mais pobres coitados são Lindsay, John e... Bom é isso.”

“Não. Quem é o outro pobre coitado?” Eu o perguntei.

“Não há outro.” Nick disse.

“Mas você disse ‘de todos de nós os mais pobres coitados são Lindsay, John e… ’ Quem é o outro?” Eu perguntei.

“Katherine.” Nick finalmente respondeu.

“E quem é Katherine?” Eu o perguntei.

“Não vale apena você saber sobre ela.” Nick me respondeu “Bom, agora eu vou lá pra baixo esperar os outros chegarem do ultimo dia de aula.”

“Eu vou dar uma saída.” Eu disse.

“Ok.”

Desci as escadas junto de Nick e saí de casa para pensar um pouco. E as seguintes coisas me vieram à mente: Quem é Katherine/ Acabou que o senhor Nick não falou dele mesmo.

Quem sabe um dia ele me conte.

Mas no meio de tantos pensamentos, quando eu menos esperava...

Eu esbarrei na garota, do rosto mais bonito e sereno que jamais havia visto.

Quem será ela?

 

Espaço da autora: O que acharam??? Mandem seus comentários e me digam o que acharam!

 

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